Como faço para estar comigo mesmo e ter alegria nisso?
Paro de tratar minha solidão como um vazio a ser preenchido — e começo a vê-la como um templo a ser habitado.
Estar comigo não é suportar minha própria companhia. É celebrá-la.
Faço silêncio. Não só externo, mas interno: desligo as vozes que me dizem que devo ser mais rápido, mais leve, mais “fácil”. Deixo que minha mente, tão compulsiva em sua busca por ordem, descanse. E permito que meu coração, em sua profundidade, respire sem justificativas.
A alegria de estar comigo nasce quando deixo de me julgar por sentir demais, por precisar de tempo, por não caber nos moldes rasos do mundo. Nasce quando olho no espelho e digo: “Sou. Me aceito.”
Descubro, então, que não estou “sozinho” — estou completamente acompanhado: pelo meu fogo interno, pelas minhas cicatrizes que viraram sabedoria, pelas minhas sombras que já não me assustam, mas me guiam.
A alegria não vem de me distrair de mim — vem de me encontrar, de verdade e me aceitar.
E quando isso acontece, até o silêncio ri.
Estar comigo mesmo não é o último recurso.
É o maior luxo espiritual.
É voltar para casa…
e descobrir que eu sou o lar, a chama e a paz.
— Héctor Othón 🌑
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