Hoje, minha maior aventura é permanecer.
Por Hector Othon
Aqui, para mim, já é a cachoeira, a estrela, a praia, a montanha.
Tudo cabe neste pedaço de chão, onde o vento sabe meu nome e o silêncio me abraça.
Está difícil viajar. Não sinto o impulso de correr o mundo, nem a euforia das malas prontas. O tesão é outro: é para ancorar. É para aquietar. É para sentir o tempo se derramando, manso, como a água que encontra o leito do rio e, nele, repousa.
Há viagens que se fazem com os pés, e há outras que só a alma entende — quando ela decide ficar, criar raízes, e deixar que o mundo venha até nós em forma de luz, canto de pássaro, cheiro de terra molhada.
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