🌿 "Libera a raiva com maestria"
Há dores que não vêm do esforço,
nem da idade,
nem da má postura.
Vêm do que ficou calado demais.
Vêm da raiva engolida a seco,
do grito que não pôde sair,
do movimento que foi contido no momento exato em que o corpo queria reagir.
A raiva, quando não escutada,
não some: se aloja.
Nos ombros, endurece.
Nos braços, pesa.
No peito, arde.
Na cabeça, pulsa.
O corpo, sábio mensageiro,
não grita — sinaliza.
E o que era emoção, vira tensão.
E o que era impulso de defesa, vira dor.
E o que era força vital, vira exaustão.
Mas há cura:
quando damos voz ao silêncio,
quando deixamos o corpo completar o gesto interrompido,
quando sentimos — sem julgar — o calor do que não foi permitido.
A raiva não é inimiga.
É chama que quer justiça.
É força que quer mover.
É guardiã da integridade.
Abra espaço para ela.
Deixe que ela fale, respire, chore, trema.
E ao invés de destruí-lo por dentro,
ela vai devolver seu poder.
🌬️
O corpo, então, se alivia.
E a paz que chega…
não é ausência de raiva,
é a sua transmutação.
— Hector Othon
📚 Você sabia que a raiva não expressa pode virar dor física?
Não é misticismo, é corpo.
A psicologia somática e a neurociência já sabem:
quando engolimos emoções como raiva, frustração ou indignação, o corpo sente e responde.
🔻 O que era impulso de proteção ou reação… vira tensão crônica.
🔸 Ombros duros? Pode ser raiva contida.
🔸 Dor no peito? Emoção reprimida.
🔸 Dores de cabeça, tensão na mandíbula, costas travadas?
Talvez você esteja segurando mais do que precisa.
A raiva não ouvida não desaparece — se aloja.
E o corpo grita onde a alma silencia.
✨ A boa notícia:
Podemos escutar essa raiva sem medo.
Com consciência, respiração, movimento e acolhimento, ela se transforma.
De agressão congelada em vitalidade recuperada.
🌿 Sentir é viver. Reprimir é adoecer. Liberar com presença é renascer.
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