Coragem é ter medo — e ainda assim seguir o coração.
A coragem não é ausência de medo. Pelo contrário: é a presença consciente dele. É olhar nos olhos da própria vulnerabilidade e, mesmo tremendo por dentro, dar o passo necessário. Não por impulso, mas por escuta. Pela escuta profunda da voz do coração.
O medo grita, mas o coração sussurra. E é preciso silêncio interior para ouvir o sussurro em meio à tempestade.
Coragem é confiar nesse sussurro — mesmo quando tudo ao redor parece sugerir o contrário.
É fácil agir quando temos certezas. Mas quando estamos diante do desconhecido, quando tudo treme, e ainda assim seguimos o que sabemos, lá dentro, ser o certo… aí sim, nascemos de novo.
Coragem é seguir a alma quando o mundo inteiro pede que você fique quieto, imóvel, pequeno.
É mover-se mesmo sem garantia. É escolher a verdade ao invés da acomodação.
É colocar a alma à frente do medo, e deixar que ela conduza o caminho.
E sabe o que é lindo?
Quando a gente ouve o coração e segue por esse fio invisível, o mundo ao redor começa a se reorganizar.
As portas que pareciam fechadas começam a ranger.
As ajudas inesperadas aparecem.
E a vida, por fim, sorri de volta.
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